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title: "GLAUCO DINIZ DUARTE  Funcionários"
url: https://glaucodinizduartediretor.com.br/2019/02/08/glauco-diniz-duarte-funcionarios/
author: turbogdd
date: 2019-02-08T10:10:01-03:00
categories: [GLAUCO DINIZ DUARTE]
tags: [glauco diniz duarte]
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# GLAUCO DINIZ DUARTE  Funcionários

[![GLAUCO DINIZ DUARTE  Funcionários](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2019/02/GLAUCO-DINIZ-DUARTE-Funcionários-300x110.jpg)](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2019/02/GLAUCO-DINIZ-DUARTE-Funcionários.jpg)GLAUCO DINIZ DUARTE Funcionários 

# GLAUCO DINIZ DUARTE A união faz a força: como as empresas de sucesso valorizam seus funcionários

 

## Ao pensar em modelo de organização, o nome mais rápido que vem à mente de muitos é o Google. No entanto, ela não é a única. Ao discutir o valor da gestão do capital humano, a Algar Telecom é um exemplo a ser seguido, com sistema que poderia ser replicado em outras organizações do país. Uma empresa do grupo Algar, fundado em 1930 por Alexandrino Garcia com o propósito e visão de “gente servindo gente”, essa é uma das missões a que se propõe a Algar Telecom, criada em 1954. Por lá, os funcionários são reconhecidos como talentos humanos e os trabalhadores chamados de associados.

 

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## Cida Garcia, diretora de talentos humanos da Algar Telecom, conta que o modelo de gestão de capital humano da empresa, denominado “empresa rede”, é baseado em valores e processos implementados desde a década de 1990, quando houve a ruptura com o antigo modelo de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Ela conta que a organização foi reestruturada para adotar “a ideia de colaboração”, tão alardeada nos dias atuais, mas que começou na Algar Telecom lá atrás.

 

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## A diretora observa que “é um modelo de gestão diferente, com papel diferenciado para o gestor e os associados. Aliás, os funcionários são chamados associados porque dá sentido ao pensamento do nosso fundador. Ele dizia que ‘o funcionário fica bom quando começa a se sentir dono’. É o que procuramos fomentar”.

 

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## Cida Garcia revela que dentro da Algar Telecom são estimulados espírito de equipe, engajamento, desenvolvimento profissional e pessoal. “Mudamos o conceito da liderança autoritária para a educadora. Temos o princípio de autonomia com responsabilidade, damos liberdade de como fazer com o compromisso de confirmar os prazos. Os associados podem combinar um prazo decisório naquilo que lhes diz respeito, no que impacta suas áreas”.

 

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## AUTONOMIA

 

## Os associados da Algar Telecom, conta Cida Garcia, têm canal aberto com o presidente da empresa. Qualquer um deles pode agendar um horário com ele e será atendido. Há programas como o “Fale com o presidente”, que é trimestral, e o “Conversa de cultura”, bianual, em que todos têm acesso livre para perguntas. “Na empresa, temos horário flexível e há mais de 20 anos nossos associados não batem ponto, não controlamos. Cada um tem autonomia para lidar com sua jornada e entregar o que comprometeu dentro dos objetivos”.

 

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## As ações de gestão da Algar Telecom são estendidas a todo o grupo, com adaptações de acordo com o segmento, especificações e demanda. O modelo seria prova de que é plenamente possível respeitar e cuidar do capital humano sem abrir mão do resultado e da produtividade. “Outro diferencial é que adotamos dois modelos de participação nos lucros e resultados (PLR): um anual e outro semestral, além de outros programas de reconhecimento com remuneração”, destaca a diretora.

 

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## O aperfeiçoamento dos profissionais é preocupação e cuidado constantes da organização, observa Cida Garcia. A Algar Telecom tem 3.700 associados. “Temos reservados por ano R$ 6 milhões para treinamento em todos os níveis. Como exemplo, são R$ 400 mil para a ‘Academia de excelência’ destinados para o call center, no atendimento ao cliente.”

 

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## Esse é o tipo de visão tão propagado por especialistas de mercado como inovadora e de futuro. O grupo Algar ressalta tê-lo implantado há décadas, e desde então o vem aperfeiçoando. Um modelo que parece ideal para empresas e desejado pelos trabalhadores.

 

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## Inovar com as pessoas

 

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## Saber gerir o capital humano de uma empresa é questão de sobrevivência. Difícil imaginar algum líder que não saiba ou não se importe com as pessoas. É tiro no próprio pé, é jogar contra o próprio negócio. Há quem até consiga algum resultado, mas poderia alcançar muito mais, além de minimizar o risco de fracassar. Jaqueline Abreu Vianna, consultora em gestão de pessoas, psicóloga e coach da Faculdade Ruy Barbosa, alerta que “as empresas voltadas para o desenvolvimento e a inovação com foco na sobrevivência perceberam que quem inova não são as máquinas e processos, mas é o capital humano”.

 

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## Por isso, Jaqueline enfatiza que todos os jargões da área de gestão, como a necessidade de se reinventar, ter mudanças contínuas, repensar processos, mix de produtos e a realidade que a crise impõe se resumem em uma única demanda para alcançar resultado e produtividade: “Isso tudo é voltar os olhos para as pessoas! Não há como não pensar em pessoas. E não é uma visão romântica. Sabemos que requer investimento, tem um custo, mas na realidade o incentivo não é financeiro. Ele pode ocorrer, por exemplo, com troca profissional sustentada, com um programa assertivo. Há um case de uma empresa em que o funcionário novo é chamado de “carrapato” porque cola em seu gestor nos primeiros meses de trabalho. É quando ele pode sugar tudo para aprender. Isso, claro, exige uma equipe colaborativa e ciente de que reter informação não é garantia de assegurar emprego, sua vaga. Empresa nenhuma é refém de trabalhador”.

 

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## A consultora em gestão de pessoas destaca a importância de treinamento para dar upgrade no capital humano de uma organização. Líderes que encaram isso como desperdício de tempo e dinheiro, e não como informação e conhecimento que levarão a melhores resultados, estão a um passo de falhar em sua missão. “Investir em capital humano não é luxo de organização com condição favorável (ainda que tenha peso na capacitação). Mesmo a empresa pequena, para sua sobrevivência e crescimento, tem de estar arraigada nas pessoas. Não é uma escolha. É preciso pensar em conceitos como competências e habilidades, mas também na formação. É uma via de mão-dupla.”

 

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## De acordo com Jaqueline, do ponto de vista do empregado, seu papel se resume no que é capaz de entregar. “Entregar não só o saber, mas o desejo, o despertar de dar certo. Trabalho é elemento da saúde psíquica, ele nunca é neutro. Trabalho não é emprego, mas o ato de construir, entregar algo, perceber que seu trabalho foi algo positivo, que valeu a pena ter feito, ainda que tenha adversidades.” Para isso, além da atitude do profissional, é fundamental que o RH não seja inoperante. “É necessário que o RH tenha uma gestão clara, com valores consolidados, um ambiente que construa, com políticas coerentes e consciente de que mexe com a vida das pessoas. Por isso é essencial que proporcione um trabalho que cause pertencimento, assim elas irão potencializá-lo.”

 

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## A consultora lembra que, ainda que o trabalhador seja gestor da carreira, existe uma corresponsabilidade com o empregador, até para sinalizar deficiências e desejos. “A gestão do capital humano não é exclusivamente centrada no RH. Ela ocorre em cada núcleo, se desdobra na formação de cada líder, no corpo a corpo do dia a dia com a equipe”, diz. Por outro lado, o RH “com visão antiga, retrógrada, terá um turnover com impacto na produtividade, no resultado. Dará um tiro no pé porque o mercado impõe condições mais agressivas e competitivas”.

 

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