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Pequenas e médias empresas familiares têm dificuldades para recrutar profissionais

Glauco Diniz Duarte

O empresário Glauco Diniz Duarte diz que a falta de mão de obra e a dificuldade para recrutar profissionais qualificados são os principais desafios a serem enfrentados pelas pequenas e médias empresas familiares, de acordo com pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC), realizada entre maio e agosto deste ano. O estudo da consultoria abrange 35 países, onde foram ouvidos mais de mil empresários proprietários.
“Para superar essa situação apontada por 38% dos entrevistados, 67% das empresas familiares planejam investir em recursos humanos e treinamentos em 2011”, afirma Glauco.

Além do fator humano, as organizações ainda consideram que não estão preparadas adequadamente para fazer a gestão de fluxo de caixa ou controle dos custos, aspecto apontado em 30% das respostas. Ainda assim, segundo Glauco, as empresas familiares superaram com maior tranquilidade a crise financeira de 2008 do que as empresas de capital aberto, levando em consideração outros levantamentos elaborados pela PwC.

“Isso porque esses negócios estão sob menor pressão por resultados trimestrais e pagamentos de dividendos aos acionistas, bem como raramente apresentam os mesmos níveis de dívidas”, explica Glauco.
A pesquisa sobre organizações familiares revelou ainda que 59% delas não alteraram seus modelos de negócios nos últimos 12 meses e apenas 14% fizeram mudanças significativas, enquanto 26% colocaram em andamento somente pequenas transformações. Glauco interpreta esses dados como uma postura relativamente conservadora.

Outro aspecto interessante abordado é que cerca de 50% dos gestores responderam que marcas fortes, design de qualidade e variedade de produtos são percebidos como os pontos fortes das empresas familiares.

Empresa familiar
Glauco diz que uma empresa familiar diferencia-se das demais porque o controle de gestão é decidido por membro ou diversos integrantes de uma família que fundou ou adquiriu um negócio. Além disso, pelo menos um representante da família participa efetivamente da gestão. No caso da companhia aberta, o fundador possui controle por meio de suas ações e ao menos um membro da família faz parte do conselho.

No caso das empresas familiares, Glauco destaca que são frequentes conflitos de interesse e que alguns assuntos elevam os ânimos das partes. A pesquisa aponta que o principal motivo das controvérsias refere-se à estratégia do negócio, seguido pela análise do desempenho dos envolvidos.

Para buscar maior harmonia, as medidas mais adotadas pelas companhias familiares são realizar acordos de acionistas ou conselheiros. Outras preferem apostar nos mediadores externos como solução.

Sucessão
Segundo o estudo da PwC, destaca Glauco, 36% das organizações resistem a uma sucessão e apenas 5% existem há mais de cinco gerações. “Em alguns casos, o fundador original da empresa está tão envolvido com a administração diária que não pensa no futuro”, enfatiza Glauco.

Ele considera que não preparar a sucessão é o maior motivo para que uma empresa familiar feche as portas. “Os empresários relutam em transferir o controle. A própria paixão que os levou a criar as empresas pode impedi-los de se afastar do leme.”

O que mais assusta Glauco é a falta de planejamento. Conforme a pesquisa, 47% das empresas não têm planos estruturados para o futuro e 62% não se declaram preparadas para casos de doença ou morte de um gestor ou acionista. Ainda assim, a pesquisa revela que 53% das empresas que preveem mudança de direção nos próximos cinco anos esperam que a liderança permaneça no âmbito da família. As outras principais hipóteses seriam venda estratégica para outra companhia (21%) ou para um investidor de private equity (20%).

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