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title: "GLAUCO DINIZ DUARTE &#8211; Revoluções"
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author: turbogdd
date: 2018-11-21T08:15:27-03:00
categories: [GLAUCO DINIZ DUARTE]
tags: [glauco diniz, glauco diniz duarte, glauco duarte, Revoluções]
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# GLAUCO DINIZ DUARTE &#8211; Revoluções

[![GLAUCO DINIZ DUARTE - Revoluções](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2018/11/GLAUCO-DINIZ-DUARTE-Revoluções.jpg)](http://glaucodinizduartediretor.com.br)GLAUCO DINIZ DUARTE – Revoluções 

# GLAUCO DINIZ DUARTE – Sistema Toyota de Produção: uma das maiores revoluções da Administração

 

## Quando nos anos de 1950 a administração da produção finalmente se tornou uma ciência social aplicada, talvez nem mesmo seus próprios idealizadores imaginassem que após conseguirem esta posição para a mesma, ainda haveria uma inovação no que concerne a a função produção, que mudaria radicalmente todo o paradigma já criado anteriormente e tido como modelo “correto” de operações produtivas.

 

## Entra aqui o modelo de Administração japonesa, produção enxuta, just-in-time ou STP – Sistema Toyota de Produção (título engendrado em virtude dos mesmos terem sido os criadores/precursores dos princípios que o formam).

 

## Em 1950 a economia japonesa estava seriamente debilitada e a Toyota Motor Corporation “[…] tinha um programa de produção de 1.000 carros por mês. Se fabricasse mais, não conseguiria vender” (MAXIMIANO, 2010, p. 41).

 

## Diante desse quadro, industriais japoneses como Eiji Toyoda, Taiichi Ohno, Shigeo Shingo e o Professor americano Edward Deming começaram a trabalhar em cima de melhorias dentro do próprio sistema de produção a fim de mudarem o cenário de fracasso da Toyota que naquele momento, era iminente.

 

## Vale ressaltar que os asiáticos, num primeiro momento, procuraram observar a metodologia de produção das fábricas de Henry Ford. Segundo Paiva, Carvalho Jr. e Fensterseifer (2009) Eiji Toyoda e Taiichi Ohno efetuaram diversas visitas às instalações americanas da Ford; contudo, perceberam que a estratégia adotada pelo industrial norte-americano jamais funcionaria na Toyota, afinal, os motivos eram diversos:

 

## [1] Mercado japonês limitado e segmentado. Havia a necessidade de produzir uma grande variedade de produtos em baixa escala.

 

## [2] Força de trabalho constituída por nativos que jamais se submeteriam a ser tratados como engrenagem do sistema, situação diferente de Ford, que empregava imigrantes que chegavam aos E.U.A sem referencial e dispostos a qualquer sacrifício por um emprego.

 

## [3] Novas leis trabalhistas mais rígidas impostas pelos aliados, restringindo o direito das empresas de demitirem.

 

## [4] Incapacidade financeira de adquirir tecnologias de processos avançados de produção em massa. (PAIVA; LAUREANO; FENSTERSEIFER, 2009, p. 36)

 

## Ainda sobre o modelo japonês de administração “[…] é uma combinação dos princípios e técnicas da qualidade total, da administração científica e das tradições culturais japonesas” (MAXIMIANO, 2010, p. 41).

 

## Frente a esse cenário totalmente distinto onde se encontrava a Toyota, seus executivos desenvolveram um modelo de administração composto por diversos princípios/práticas que atualmente se tornaram imprescindíveis em qualquer sistema de produção; em resumo, alguns autores os mencionam de distintas formas que, na verdade, se estudando com maior acurácia, descobre-se tratar-se da mesma coisa.

 

## Para Paiva, Carvalho Jr. e Fensterseifer (2009) o modelo de administração japonesa se baseia em um modelo “forte” de sistema de controle e planejamento de produção; comunicação linear no interior da gerencia; grupos resolvem os problemas que surgem na produção; empregados extremamente treinados e comprometidos e uma melhor utilização das velhas e novas tecnologias.

 

## Maximiano (2010) é curto e objetivo citando a eliminação de desperdícios, a produção com qualidade e a produção enxuta. Já Slack, Chambers e Johnston (2009) entram mais a fundo, discorrendo sobre diversas práticas como just-in-time, heijunka, kanban, nagare e jidoka.

 

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