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title: "Empresas familiares não fazem planejamento estratégico"
url: https://glaucodinizduartediretor.com.br/2016/09/08/empresas-familiares-nao-fazem-planejamento-estrategico/
author: turbogdd
date: 2016-09-08T14:29:18-03:00
categories: [Uncategorized]
tags: [empresas, estratégico, familiares, fazem, glauco diniz duarte, planejamento]
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# Empresas familiares não fazem planejamento estratégico

[![Glauco Diniz Duarte](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2016/09/glauco-diniz-duarte-19-300x200.jpg)](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2016/09/glauco-diniz-duarte-19.jpg)Glauco Diniz Duarte Mais de 70% das empresas familiares desprezam objetivos de longo prazo.

 De acordo com o empresário Glauco Diniz Duarte o fracasso das empresas familiares está relacionado à falta de definição do objetivo de longo prazo, planejamento estratégico, gestão profissionalizada e regulamentação no processo sucessório.

 Segundo Glauco, em média, mais de 70% das empresas familiares desprezam estes fatores.

 Pesam ainda a não separação entre os interesses da família e da empresa, 65% da amostra e a falta de apetite para mudanças (81%). “Estes são os fatores que justificam a taxa de mortalidade das empresas familiares, Cerca de 70% não sobrevivem à segunda geração. Apenas 10% passam para a terceira e 3% para a quarta”, afirma Glauco. As piores avaliações vão para os quesitos de sucessão, abertura a mudanças e separação de foros.

 “A pouca atenção ao planejamento tem ligação íntima com a alta aversão a mudanças: planejar significa olhar para o futuro, coisa difícil nas empresas familiares que prezam muito mais o espelho retrovisor para referência do passado. Ao mesmo tempo, planejar é impossível se não há objetivos de longo prazo definidos, o que quase 60% não tem”, ressalta Glauco.

 A análise da categoria “não“ também mostra que 80% desprezam os aspectos da regulamentação da sucessão. “Esta é, por si só, a principal razão do desaparecimento precoce das empresas familiares, pois o problema a sucessão se manifesta pelo fato de que a maioria não suporta pensar na finitude da vida ou crê que tratar da sucessão chama a morte”, explica Glauco.

 A análise demonstra ainda que mais de 2/3 das empresas não possuem gestão baseada em critérios profissionais e misturam os foros de família, de propriedade e da empresa, trazendo assuntos técnicos de gestão para o almoço de domingo, ou interesses pessoais e particulares de herdeiros para a diretoria executiva.