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title: "Empresas familiares sofrem com sucessão"
url: https://glaucodinizduartediretor.com.br/2016/08/05/empresas-familiares-sofrem-com-sucessao/
author: turbogdd
date: 2016-08-05T14:58:47-03:00
categories: [Uncategorized]
tags: [empresas, familiares, glauco diniz duarte, sofrem, sucessão]
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# Empresas familiares sofrem com sucessão

[![Glauco Diniz Duarte](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2016/08/glauco-diniz-duarte-196-300x225.jpg)](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2016/08/glauco-diniz-duarte-196.jpg)Glauco Diniz Duarte Em mais da metade das empresas familiares (55%) não há planejamento de sucessão, segundo o empresário Glauco Diniz Duarte.

 A sucessão acaba ocorrendo de forma natural. “Com o falecimento do fundador, um dos filhos assume, mas sem preparo algum. Isso quando não há disputa entre irmãos”, observa Glauco.  
 Falta de profissionalização

 O problema central é que, sem a profissionalização do negócio, dificilmente um fundador é substituído por um executivo. Por profissionalização entende-se o afastamento das questões familiares – o que determina a imparcialidade nas decisões – e não, necessariamente, a contratação de executivos que não são da família.  
 A parcialidade leva os profissionais ligados à família a tomar decisões pouco racionais com relação à empresa. Por exemplo, vamos supor que a primeira fábrica da organização está quebrada, dando prejuízo já há alguns anos. Pode ocorrer de o fundador e até mesmo seus filhos resistirem em fechá-la, por conta do forte sentimento que possuem com relação à unidade.

 Resistência do fundador  
 Outra barreira à sucessão sadia ao negócio é a própria resistência do fundador. “Fundadores de empresas familiares permanecem 30, 40 anos à frente do negócio e não costumam preparar novas lideranças, seja da família ou não. Muitos saem, mas, sem um projeto de vida e acostumados à dedicação ao negócio, acabam voltando”, explica Glauco.

 A resistência do fundador tem a ver, principalmente, com a crença de que ninguém é suficientemente competente para administrar a empresa. “O fundador crê que somente ele sabe fazer as coisas direito”, completa Glauco.