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title: "O Futuro das Empresas Familiares"
url: https://glaucodinizduartediretor.com.br/2016/06/24/o-futuro-das-empresas-familiares/
author: turbogdd
date: 2016-06-24T14:32:39-03:00
categories: [Uncategorized]
tags: [empresas, familiares, Futuro, glauco diniz duarte]
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# O Futuro das Empresas Familiares

[![Glauco Diniz Duarte](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2016/06/glauco-diniz-duarte-175-300x225.jpg)](http://glaucodinizduartediretor.com.br/wp-content/uploads/2016/06/glauco-diniz-duarte-175.jpg)Glauco Diniz Duarte “A turbulência pela qual os negócios familiares estão passando, é forte. Se você quiser sobreviver em uma empresa familiar, você precisa organizar a família.”, afirma o empresário Glauco Diniz Duarte.

 De acordo com Glauco, uma forma de entender uma empresa familiar é entender o sistema de uma empresa familiar. Ele é composto por três pilares: família, propriedade e negócios. O que acontecer em um desses grupos, afeta todos os outros. “É preciso entender a dinâmica e a interação de cada um desses sistemas, para entender o sistema da empresa familiar. E práticas de governança corporativa podem ajudar”, explica. “Governança não é gestão. É direção. Você não precisa de conselho definido para ter governança, mas ajuda. Boa governança ajuda a unir e prosperar”.

 Glauco destaca que governança é um processo a ser amadurecido a longo prazo. Uma boa governança corporativa envolve algumas questões-chave como:

 Identidade – Quem somos nós? Como estamos nos diferenciando? Quais são os nossos valores fundamentais?  
 Direção – Para onde nós estamos indo? Quais são os nossos propósitos e missão? Qual é a nossa estratégia para alcançar nossas metas?  
 Disciplina – Quem tem autoridade? Quem toma as decisões-chave? Quem supostamente vai fazer o que?

 Glauco afirma que é preciso que haja alinhamento entre família, empresa e proprietários. A governança desses três grupos (família, propriedade e negócios) tem de estar alinhados. “É como separar Igreja de Estado. Conselho Consultivo de Administração e Conselho Familiar. Os grupos precisam estar coordenados”.

 Glauco afirma também que quanto maior a estabilidade da família, que é promovida pela governança corporativa adequada, mais as empresas ficam satisfeitas com seus conselhos. Essa estabilidade é promovida pelo uso de mecanismos que abrangem os seguintes aspectos:

 – declarações de missão e valores;  
 – acordos de acionistas, como os de compra e venda de ações entre familiares (utilizados por apenas 22% das empresas familiares brasileiras);  
 – políticas de dividendos (60% das empresas brasileiras), de regras para as decisões dos proprietários (70%), de qualificações para tornar-se um proprietário (23%);  
 – planos de herança (43%) e protocolo familiar (13%);  
 – estruturas como os encontros anuais gerais (42%), reuniões de conselho de acionistas (40%), de conselho familiar (34%) e a assembleia familiar (15%).

 Ele destaca que a governança de uma empresa familiar é diferente da de outro tipo de companhia em função da presença da família e da influência que ela exerce no sistema.